1ª Jornada Libertária de Protesto: Florianópolis/1986 (Brasil).

CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA BRASILEIRA – COB/AIT

1ª Jornada Libertária de Protesto: Florianópolis/1986 (Brasil).

Mensagem do evento:

Por uma alternativa social de caráter sindical: Contra toda estrutura de exploração e de dominação!

Organização pela Base: Não ao Pacto de Classe da burguesia e seus subalternos.

A violenta entrada de capital estrangeiro que se seguiu a 1964 gerou euforia, o chamado milagre econômico brasileiro e o crescimento aparente no sentido de desenvolver as condições de infra-estrutura, sobre as quais pudesse apoiar-se o crescimento do capital dos investimentos estrangeiros.

Nos anos 70, o declínio dos investimentos, devido a conjuntura internacional, somando-se ao processo de retorno do capital começa a fazer sentido o seu uso na curva aparente de desenvolvimento.

Globalmente a crise da hegemonia americana cristaliza-se no fracasso da guerra do Vietnam e na conseguinte perda progressiva do controle sobre os mercados de matérias primas do terceiro mundo, acompanhada por uma série crise de autoridade na opinião pública dos EUA.

Dentro do nosso país foram feitas várias tentativas em nome de um nacionalismo de última hora para impedir o ruir da periclitante economia neocolonial.

Internacionalmente tenta-se recuperar o prestígio e os mercados mediante manifestações de força política e diplomática no Oriente Médio.

A política de Direitos Humanos a nível nacional e internacional pretende descaracterizar as relações de dominação e reabsorver conflitos internos revalidando o modelo de exploração.

No Brasil, as últimas medidas econômicas ditadas pelo governo Figueiredo (1979 – 1985) revelam se como manobras diversionistas objetivando o reinicio de um novo ciclo neo-colonialista, escancarando as portas ao capital estrangeiro na tentativa de reavivar a economia reconquistando o apoio da burguesia industrial e procurando preservar a aliança com o capital financeiro para reconstituir a integridade do pacto hegemônico.

Neste momento em que a burguesia e seus representantes constroem partidos (PMDB/1979; PTB/ 1979; PDT/1979, PT/1980; PFL/1980)*; para fazer valer suas posições no novo pacto social de dominação que está sendo elaborado, é preciso colocar claramente uma alternativa social de caráter sindical, que leve uma luta conjunta contra toda estrutura de exploração e de dominação a uma só vez, e, que aponte para a construção de um socialismo real de tipo autogestionário dentro de uma perspectiva libertária (anarcosindical).

Propomos recuperar o legado histórico fundamental da primeira confederação de trabalhadores brasileiros, a “Confederação Operária Brasileira – COB”.

Construindo-a como organização independente dos trabalhadores, desatrelada do Ministério do Trabalho e do Pacto de Classe da burguesia e seus subalternos (Sem Partido, Nem Patrão), sustentando-se sobre sindicatos e federações livres.

1ª Jornada Libertária de Protesto: Florianópolis/1986

* Na seqüência os partidos criados foram: PC do B/1988; PSB/1988; PSDB/1989; PTC/1990; PSC/1990; PMN/1990; PRP/1991; PPS/1992; PV/1993; PP/1995; PSTU/1995; PRTB/1995; PCB/1996; PHS/1997; PSDC/1997; PCO/1997; PTN/1997; PSL/1998; PSOL/2005; PR/2006; REDE/2015.


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